As inteligências artificiais já estão presentes em praticamente todos os ramos de atividade — desde a escrita de textos até complexas programações. Muitos setores passarão por grandes transformações, e um dos segmentos que parece estar mais exposto a essas mudanças é o cinema.
As IAs disponíveis ao público (vale lembrar que o que temos acesso hoje está, no mínimo, cinco anos atrás do que já existe em nível avançado) já são capazes de gerar imagens com um nível de perfeição cada vez mais realista.
Confira no vídeo. Ele é 100% criado em IA.
O grande desafio para o cinema é que a indústria cinematográfica já utiliza, em larga escala, recursos digitais — os famosos CGIs — para efeitos especiais. Se o cinema já vive de CGIs e efeitos digitais em escala absurda, imagine quando a IA assumir o controle dessa engrenagem.
Muitos atores gravam em frente a telas verdes, e todo o universo do filme é construído depois. Amanhã, talvez nem precisemos dos atores. A IA pode gerar cenários, personagens e até performances completas. O que antes era apenas suporte criativo, agora ameaça se tornar protagonista.
Mas surge a questão crucial: e os atores?
Será que uma IA conseguirá interpretar emoções humanas com a mesma intensidade? Será que conseguirá transmitir dor, paixão, medo e alegria de forma convincente? Muitos diriam que não. Mas basta assistir ao vídeo acima para perceber que a linha entre humano e máquina já está perigosamente borrada.
O cinema sempre foi sobre contar histórias. Mas se a IA pode criar roteiros, cenários e até personagens, será que ainda precisaremos de Hollywood como conhecemos? Ou estamos diante de uma nova era em que o “ator humano” será apenas uma relíquia de museu?

